segunda-feira, 4 de abril de 2016

Piedade Marial de Santa Teresinha do Menino Jesus



​A imagem da Santíssima Virgem, que se animara para sorrir-lhe no momento de sua cura milagrosa, era sua consolação. Quando em minha entrada para o Carmelo trouxeram esta imagem, Irmã Teresa do Menino Jesus foi à porta conventual para recebê-la; tomando-a com um movimento rápido a apertando-a com amor, levou-a com a mesma facilidade com que se levanta uma pena, embora ela fosse pesadíssima. As Irmãs presentes ficaram surpreendidas e edificadas.

Muitas vezes depois, vi-a ajoelhar-se a seus pés e invocá-la com grande fervor. Durante sua última doença colocaram-na diante de seu leito. Seus olhos estavam sem cessar, voltados para ela. Teresa gostava de distribuir medalhas da Santíssima Virgem, jamais duvidando da sua eficácia. Ainda no século, colocara uma sobre o peito de duas meninas pobres que instruía, e persuadiu uma empregada incrédula a usar sempre a medalha que lhe oferecera.
Ao fazer a primeira comunhão, tomou a resolução de rezar todos os dias o “Lembrai-vos” e foi fiel durante toda a sua vida. Mais tarde, passou a rezar o terço diariamente. No mundo, nunca o deixou. Essas práticas exteriores, porém, são apenas uma irradiação de sua intimidade com sua Mãe querida, a quem chamava Mãmãe.

Achava que todas as conversões deviam ser obtidas pela invocação de Maria e recomendava à Santíssima Virgem todas suas intenções. Numa tarde, às três horas, notei que ela rezava e perguntei-lhe o que dizia: “Recito uma Ave-Maria para oferecer meu trabalho a Nossa Senhora. Tomei o hábito de agir assim cada vez que me entrego ao trabalho.” À noite fazia-nos colocar o terço ao redor do pescoço.
                                                   


Nossa querida mestrazinha estava já bem doente quando compôs seu cântico: “Por que te amo, ó Maria.” Derramou ali todo seu coração. Parece-me ainda ouvi-la dizer  “que queria, antes de morrer, exprimir em poesia tudo o que pensava da Santíssima Virgem.”


(Santa Teresinha do Menino Jesus, “Conselhos e lembranças”, recolhidos por “Celina” Irmã Genoveva da Santa Face) 

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