domingo, 16 de outubro de 2016

O encontro de um Santo casal

(...) A  exemplo  de  sua  irmã  mais  velha,  desejou  consagrar-se  a  Nosso  Senhor  e  apresentou-se  às  Irmãs  de São  Vicente  de  Paulo  na  Santa  Casa  de  Alençon.  Mas a  Superiora  dissuadiu-a,  devido  talvez  a  sua  saúde.  Foi então  que  fez  esta  prece: "Meu  Deus,  já  que  não  sou  digna  de  ser  vossa  esposa  como  minha  irmã,  abraçarei  o  estado  do  matrimônio  para  cumprir  vossa  santa  vontade.  Peço-vos  então  muitos  filhos  e  que  vos  sejam  todos  consagrados".

Suplicou  a  Nossa  Senhora  que  lhe  indicasse  a  maneira  de  assegurar  pecuniariamente  seu  futuro.  E  no dia  8  de  dezembro  de  1851,  durante  uma  ocupação  absorvente,  distinguiu  mui  claramente  uma  espécie  de voz  interior  que  lhe  dizia :  "Ocupa-te  com  o  Ponto  de Alençon".  Entrou,  pois,  numa  Escola  Profissional. Mas  saiu  antes  de  terminar  o  curso  para  evitar  a  presença  assídua  do  chefe  do  estabelecimento. Pelos  fins  do  ano  de  1835  estabeleceu-se  por  conta própria  como  fabricante  do  Ponto  de  Alençon.
Minhas  irmãs  mais  velhas  afirmam  que  mamãe era  tão  hábil  quão  viva  e  inteligente.  Sua  atividade  era extraordinária  e  saía-se  muito  bem  nos  negócios. Uma  senhora  da  sociedade,  admiradora  de  sua  beleza  e  de  seus  talentos,  quis  levá-la  a  Paris,  no  intuito talvez  de  lhe  proporcionar  um casamento  vantajoso. Sua  recusa  foi  categórica.  Mamãe  contava  o  caso  sor rindo.  Ela  não  gostava  do  mundo.  O  Céu  não  tardou, aliás,  em  indicar-lhe  a  via  a  seguir.

Certo  dia  em  que  atravessava  a  Ponte  São  Lourenço,  em  Alençon,  sentiu,  à  passagem  de  um  rapaz com  quem  cruzara  no  caminho,  a  mesma  inspiração que  a  orientou  para  seu  trabalho  profissional:  "É este que  preparei  para  ti". As  duas  famílias  não  se  conheciam,  mas  minha avó  Martin  observara  na  Escola  de  rendas  as  qualidades  eminentes  de  Zélia  Guérin.  Ela  a  desejou  para seu  filho  e  sua  perspicácia  materna  oferecia-lhe  um tesouro.  No  dia  13  de  julho  de  1858  Zélia  Guérin  desposava  Luís  Martin,  filho  de  um  Capitão  aposentado. Instalaram-se  na  rua  Pont-Neuf,  em  Alençon  onde  papai  abrira  uma  relojoaria. Ele ia  completar  trinta  e cinco  anos  e  ela  vinte  e  sete  no  fim  do  ano."


(A Mãe de Santa Teresa do Menino Jesus)

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